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agosto 24, 2011 / biblioteconomianasnuvens

Alagoanas(os) e Guerreiros(as)

Hoje peço licença pra postar um testo de um grande amigo, Márcio Ferreira, aproveito
pra dizer que voltarei a utilizar esse cantinho aqui, que por sinal estava meio que abandonado. Mas deixando de enrolação,  segue o texto preparado pelo Márcio.

[…] Guerreiro, cheguei agora, Nossa Senhora é nossa defesa[…]

De Jorge de Lima, Djavan, Jofre Soarez, Nelson da Rabequa, Zumbi dos Palmares, Calabar, Ledo Ivo, Théo Brandão enfim, tantos outros que em cada canto deste país é reconhecido como da terra dos marechais, dos quilombos, terra das praias mais lindas do Brasil. Do povo batalhador, guerreiro, acolhedor. Eh!  Guerreiro! É guerreiro mesmo. É cultura alagoana tão falada, cultuada fora de Alagoas. Esquecida maltratada, negligenciada como expressão, representação da cultura popular brasileira.

Mas, há momentos que os amantes desta terra, aqueles que amam de fato, se sobressaem e insistem, como verdadeiros guerreiros e guerreiras, simplesmente são ovacionados em âmbito nacional, reconhecimento pelo esforço empreendido. Parabéns Mona Cleide Quirino da Silva.

Mais uma da Silva, danada de mulher, negra, mãe como muitas neste rincão da pobreza “macha” dos coronéis alagoanos. Que se fez e se refaz na busca cotidiana de buscar o melhor. Respeitando e divulgando as coisas boas deste lugar. Ela teve o seu Trabalho de Conclusão de Curso – TCC,  – O Guerreiro e a Ação cultural: um estudo dos equipamentos culturais destinados à promoção da cultura popular –  eleito o melhor do Brasil pela  Federação Brasileira de Associação Bibliotecários – FEBAB. Ganhou o prêmio Carminda Nogueira de Castro Ferreira, disputou com cursos do Iapoque ao Chuí. Aos alagoanos, profissionais de todas as áreas e de modo particular os bibliotecários de Alagoas, cabe valorizar esta terra sobre os mais variados aspectos e intervir nesta realidade. Hoje, vários alagoanos e não-alagoanos vibram com essa conquista.

Desaforada, que sabe o que quer e inquieta com aquilo que pareça a “verdade” do conformismo. Ela não, não se conforma e apronta mais uma, passa na seleção do mestrado do melhor programa de pós-graduação em Ciência da Informação do Brasil, a Unesp de Marília-SP. Eita bichinha danada.

Conheci muita gente boa nesta vida, principalmente na Biblioteconomia da Ufal entre os anos de 2006 a 2009 meus colegas de turma. Pessoas como Flávia Belo, Bruno Felipe, Wendell Amorim, Marcio Adriano, Mirian Magda, Nina ou Anna Karolina, Rose, Renata Marques, Cristina, Rejane Barros, Eliane Macena, Ana  Paula, Juliana França, Francisco (Xucuru), Telma, Verônica, Veronilda (Nilda) e a Mona Cleide.

O que dizer então, apenas agradecer a Mona Cleide pela criatividade e amor a esta terra. Pela alegria de estudar e ter demonstrado ao Brasil e a Alagoas o que temos e o que queremos, inspirada pelos mestres do Guerreiro alagoano que lutam diariamente. O Estado que queremos construir é o da inclusão efetiva. Responsabilidade social, é o que representa esta premiação da Mona. Significa que todos nós temos que ampliar o espectro de atuação. Uma Biblioteconomia intervencionista, que amplia horizontes e continuamente vai construindo novas realidades. Não somos o único local do país com problemas, são enormes é verdade. Um grande desafio que a Mona apresentou no âmbito da informaçao que também precisa ser superado e que podemos contribuir.

Muito obrigado por partilharmos momentos fantásticos como este, e que novos frutos virão dessa e de outras levas que estão por vir. A Biblioteconomia alagoana foi chamada à responsabilidade e vamos corresponder a altura. Parabéns Mona Cleide e ao Guerreiro alagoano.

Márcio Ferreira

 

maio 4, 2011 / biblioteconomianasnuvens

BIBLIOTECONOMIA E ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO: breves relações transdisciplinares

O objetivo desse post é problematizar de acordo com os comentários, portanto, não só leiam, comentem… Quero dizer, todos nossos posts neh (rsrsrs)… Afinal vivemos à biblioteconomia nas nuvens, e precisamos da colaboração de todos. Sendo assim formaremos um espaço de discussão sobre nossa área e áreas afins.

Problematizo tal questão objetivando pensarmos um pouco mais quanto às relações dessas disciplinas supracitadas. Antes de tudo, vale mostrar alguns importantes conceitos[1] que servem para contextualização da discussão e até como fundamentos teóricos. Afinal como afirma minha ex-professora Lourdes, “a teoria surge de algo pré-existente, não do nada…”

Transdisciplinaridade: é uma abordagem científica que visa à unidade do conhecimento. Desta forma, procura estimular uma nova compreensão da realidade articulando elementos que passam entre, além e através das disciplinas, numa busca de compreensão da complexidade.

Biblioteconomia: Ciência que estuda a organização, disseminação e uso da informação, seja ela em qualquer suporte, de modo a atender as necessidades dos usuários.

Arquitetura da Informação: Uma metadisciplina que objetiva a resolução de casos teóricos e práticos relacionados à organização e disseminação da informação em ambientes digitais, de modo que sempre vise às necessidades informacionais.

São áreas que se “unem em alguns aspectos teóricos e aplicáveis”, ou seja, encontramos algumas questões em ambas as áreas, visto que tratam a informação como seu objeto de estudo (no campo da biblioteconomia há quem discorde disso), elas objetivam atender às necessidades dos usuários… Isso é muito importante para os Arquitetos da Informação, por favor, EVITE AS IDIOSSINCRASIAS, organizem e disseminem pro outros (usuários) não pra vocês. A partir disso, acredita-se que ambas as áreas utilizam-se de teorias sobre aspectos cognitivos do sujeito, para objetivando obter informações sobre características e perfil dos usuários.

Conforme escritos de Reis (2007), Dillon e Turnbull, Rosenfeld e Morville (2009) a AI se utiliza de aspectos teóricos de classificação da Biblioteconomia. Em contraponto, compreende-se que a AI surge durante a revolução tecnológica e científica, sendo mais enfático na borbulha da tecnologia, já a Biblioteconomia muito antes…

De acordo com o pesquisador Jèsus Bustamente a fase de Pesquisa na metodologia de projetos de arquitetura de informação precisa buscar técnicas voltadas a conhecer o usuário e as necessidades, ou seja, precisa de técnicas que sigam os paradigmas da abordagem alternativa dos estudos de usuários e necessidades da Ciência da Informação [e da Biblioteconomia].

Façam seus comentários…      Agradecemos.

Fontes:

BUSTAMANTE, J. A arquitetura de informação do século XX ao XXI. 2004. Disponível em: <http://iainstitute.org/es/translations/000334.html&gt;. Acesso em: 22 mar. 2010.

DILLON, Andrew; TURNBULL, Don. Information architecture. Disponível em: <www.ischool.utexas.edu/~adillon/BookChapters/ECLIS-IA.pdf>> Acesso em: 16 fev. 2011.

REIS, Guilhermo Almeida dos. Centrando a arquitetura de informação no usuário. 2007b. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)–Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde-23042007-141926/&gt;. Acesso em: 5 maio 2010.

ROSENFELD, L.; MORVILLE, P. Information Architecture for the Word Wide Web. 3. ed. Sebastopol, CA: O’Reilly, 2006. Disponível em: <http://j.mp/iptexY&gt;. Acesso em: 20 abr. 2009.

WIKIPÉDIA. Complexidade. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Complexidade&gt;. Acesso em: 17 fev. 2011.

WIKIPÉDIA. Transdisciplinaridade. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Transdisciplinaridade&gt;. Acesso em: 17 fev. 2011.

Sugestões de Leituras:

AGNER, Luis. Ergodesign e arquitetura de informação: trabalhando com o usuário. 2. ed. Rio de Janeiro: Quartet, 2009.

MARINHO, Rafael; TONINI, Regina S. S. Arquitetura de Informação: desafios do profissional bibliotecário num emergente mercado. In.: ENCONTRO NACIONAL DE ENSINO E PESQUISA EM INFORMAÇÃO – CINFORM, 9,. 2009, Bahia. Anais… Bahia: UFBA, 2009. Disponível em: <http://www.slideshare.net/rafaelmarinho71/cinform-arquitetura-de-informacao-artigo&gt;. Acesso em: 17 fev. 2011.

SILVA, Zayr C. G da. A arquitetura da informação de websites de bibliotecas universitárias: o caso da região nordeste. 2011. 95 f. Trabalho de Conclusão de Curso – Universidade Federal de Alagoas, Curso de Biblioteconomia, 2011.


[1] Tais conceitos surgem após nossas leituras. Vejam as fontes.

Zayr Cláudio – http://pt.flavors.me/zayr_biblio

abril 2, 2011 / biblioteconomianasnuvens

Biblioteconomia nas Nuvens

Segue o slide  da apresentação: Biblioteconomia nas nuvens: a revolução das mídias sociais nas unidades de informação

março 25, 2011 / biblioteconomianasnuvens

Biblioquê?

Esse foi o documentário que Mona, Márcio, Francisco e Eu (Bruno) realizamos no ano de 2008. Confiram, espero que gostem!

O documentário Biblioquê? retrata, através de depoimentos de vários profissionais, a trajetória do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Alagoas – UFAl ao longo de seus dez anos (1998 – 2008) de existência.
Apresentar ainda a visão que a sociedade possui da área e do profissional bibliotecário e as mudanças que culminaram com a exigência de um novo perfil.
Acreditamos que este vídeo possa contribuir, enquanto fonte de informação, de forma significativa para todos aqueles que se interessam pela temática da Biblioteconomia e do fazer bibliotecário.

Agradecimentos:
Coordenação do Curso de Biblioteconomia UFAL
Coordenação do Curso de Comunicação Social UFAL
Museu Theo Brandão
Biblioteca Publica do Estado de Alagoas
Biblioteca Central da UFAl

Agradecimentos especiais:
Professora Msc. Rosaline Mota
Professor Msc. Marcos Gomes
Professor e Diretor do IBICT Dr. Emir José Suaiden

E todos que contribuiram para a realização desse projeto.

Ficha técnica

Direção: Francisco José e Mona Quirino
Roteiro: Francisco José, Mona Quirino, Márcio Ferreira e Bruno Melo.

 

março 25, 2011 / biblioteconomianasnuvens

As Mídias Sociais (Transformando uma Sociedade) X Comportamento (Profissionais e Usuários) X Sociedade da Informação

Problematizo o que conhecemos atualmente como Revolução das Mídias Sociais e outros aspectos inter-relacionados que achamos pertinente tratar aqui.

Conceituando em busca de um contexto:

Mídias Sociais: São sistemas online projetados para permitir a interação social a partir do compartilhamento e da criação colaborativa de informação nos mais diversos formatos, elas foram criadas com base nos fundamentos ideológicos e tecnológicos da Web 2.0. São mídias como Twitter, Facebook, Orkut, Flickr dentre outras que possibilitam que seus usuários criem redes de relacionamento com os mais diversos objetivos.

Redes Sociais: É uma estrutura social composta por atores (pessoas e organizações) conectados por computadores através da web, a plataforma da internet, formando laços (conexões; pontes) que buscam o compartilhamento de informações e valores possibilitando um relacionamento horizontal.

Revolução: “grande transformação, mudança sensível de qualquer natureza, seja de modo progressivo, contínuo, seja de maneira repentina […] que visa promover mudanças profundas nas instituições políticas, econômicas, culturais e morais” (HOUAISS citado por WIKIPEDIA, 2011).

Sociedade da Informação: Também chamada de Sociedade do Conhecimento; sociedade em que há uma grande demanda de manipulação e distribuição de informação, onde isso se torna cada vez mais significante como atividade econômica e cultural, devido à tamanha aplicabilidade das tecnologias de informação e comunicação (Minha Definição).

 

Sem mais delongas,

A Sociedade da Informação tem característica categórica, é a “penetrabilidade das tecnologias de informação na vida diária das pessoas e no funcionamento e transformação da sociedade como um todo” (MIRANDA). As tecnologias de informação e comunicação crescem exponencialmente, logo cada vez mais a sociedade é vista num patamar de consumismo informacional. De modo que as pessoas precisem de algumas específicas tecnologias para facilitação tanto na vida pessoal quanto à profissional.

Atualmente o que mais se discute na web são as formas que as Mídias Sociais infringem na comunicação de uma sociedade caracterizada pela manipulação da informação, chamado de “A Revolução das Mídias Sociais”.

Indagaram-me se é realmente uma Revolução (transformação social) ou somente Modismo Elitista (coisa da moda das elites; aquilo que somente dura um tempo e depois se vai,)? Quanto a isso de cara informo que a Internet não é mais elitizada, são milhares de famílias que contêm computadores com acesso a macro-rede em suas residências, não somente as elites que tem uma considerável condição financeira. Outro fator decisivo, é que precisamos pensar se pode tratar de um modismo, tendo em vista que as mídias sociais moldam as formas que as pessoas se comunicam, é fato que cada vez mais as organizações, seja ela pública ou privada, utilizam essas mídias para prestação de serviços.

Esses dias estive lendo que 82% das empresas nos EUA recrutam funcionários através das mídias como Facebook e Orkut (perdão por não ter a fonte dessa informação), o Twitter é uma sistema muito eficiente para disseminação das informações na web, são milhares de revistas e empresas que divulgam seus serviços no microblogging. É necessário pensarmos se realmente se trata apenas de um modismo… Entretanto, incito que “tudo” que tá na moda, ou seja, o que é novidade as pessoas gostam de saber o que é, e como funciona (risos). A novidade incita o ser – humano…

Outro aspecto muito importante trata da maneira com que os usuários utilizam essas mídias, além de como os profissionais se comportam diante tantas possibilidades de uso da informação no ambiente digital em prol de seus objetivos profissionais. No caso do usuário, acreditamos que o comportamento do mesmo é modificado pela forma de acessar e uso das mídias sociais, é necessário refletirmos sobre a forma que usamos essas mídias. O exemplo é o caso de um adolescente que fica cerca de 10 horas no computador e os pais não sabem como ele usa. É preciso atentar quanto a isso, uma vez que estas mídias realmente têm ferramentas que rompem barreiras de tempo e espaço, entretanto, essa ferramentas devem ser utilizadas da maneira correta com objetivos específicos que depende de pessoa para pessoa.

Equiparado com isso, é maneira com que os profissionais e organizações utilizam essas mídias, visto que as empresas estão cada vez mais atentas à inovação tecnológica direcionada às mídias sociais. Hoje se não todas, mas as maiorias das redes de telecomunicação do país usam o Twitter para divulgar suas informações e notícias atuais; diversas organizações usam o Feeds RSS (Really Simple Syndication), onde se podem acompanhar as atualizações das informações na web, além das Wikis que possibilitam as pessoas e grupos acessar, armazenar e disseminar diversas informações em um ambiente totalmente colaborativo, construído por todos que acessam à internet, dentre outras mídias e diferentes formas.

Existem diversos profissionais que utilizam o twitter para saber das informações sobre suas áreas, usam o facebook pra ficar por dentro de eventos da área que atua, o Flick é utilizado para compartilhamento de imagens de viagens a trabalho, comunidades do Orkut contém informações sobre eventos científicos etc, basta o profissional conhecer as possibilidades de intercâmbio de conhecimento das mídias.

Como Bibliotecário, problematizo e discutido as formas que as unidades de informação usam essas mídias, serei breve. As unidades de informação podem utilizar Mídias Sociais como Twitter, Orkut, Facebook, que facilitam a interação direta entre usuários e a instituição, através de mensagens instantâneas. O uso do Flickr para divulgação de imagens da unidade, de eventos promovidos pela mesma etc., o Youtube que possibilita a inserção de vídeos dos mais diferentes assuntos, os Blogs, de modo que este estabeleça um elo de comunicação direta com os usuários da unidade, pois ali os usuários podem opinar sobre os assuntos tratados bem como outros assuntos relacionados à unidade, e dá idéias para melhoria na prestação de serviços e novos produtos. E ainda, talvez a ferramenta mais híbrida e discutível de utilização, os Mashups, que se utilizam duas ou mais tecnologias e os usuários geram novas informações e conhecimento na rede. Além de Serviços de mensagens instantâneas como Chats e MSN para facilitar na interação direta entre os profissionais e os usuários.

É necessário que os bibliotecários estejam preparados e abertos para as mudanças e novas experiências. Ele deverá atuar como um mediador, facilitador, e promover o suporte aos seus usuários, mas entender que nem sempre será o primeiro responsável pela criação do conteúdo.

Por fim, ressalto a importância da discussão em debater as formas que as mídias sócias são aplicadas em alguns setores da sociedade da informação.

Gostaria que vocês comentassem aqui para debatermos esses assuntos tão importantes para nossa sociedade atual, problematize o uso dessas mídias, as formas de comportamentos dos usuários etc.

 

Zayr Cláudio – http://pt.flavors.me/zayr_biblio

 

FONTES:

Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o

http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%ADdias_sociais

MIRANDA, Antonio. Sociedade da informação: globalização, identidade cultural e conteúdos. Brasília, Ciência da Informação, v. 29, n. 2, p. 78-88, maio/ago. 2000. Disponível em: <http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/view/257/224&gt;. Acesso em: 13 abr. 2010.

 

Leituras Complementares

ABRAM, Stephen. Web 2.0, Library 2.0, and Librarian 2.0: Preparing for the 2.0 World. OneSource, v, 2, n. 1, jan. 2006. Disponível em: <http://www.imakenews.com/sirsi/e_article000505688.cfm&gt;. Acesso em: 6 ago.. 2010.

CASEY, Michael E; SAVASTINUK, Laura C. Service for the next-generation library. Library Journal, 2006. Disponível em: <http://www.libraryjournal.com/article/CA6365200.html&gt;. Acesso em: 15 de ago. 2010.

CASTELLS, Manuel.. A sociedade em rede. v. 1. 8. ed. rev. e ampl. São Paulo: Paz e Terra, 2005.

O’REILLY, Tim. What is web 2.0: design patterns and business models for the next generation of software. 30 sept. 2005. Disponível em: <http://oreilly.com/web2/archive/what-is-web-20.html&gt;. Acesso em: 27 jul. 2010.

Siga: @webdialogos ; @midias_sociais ; @DicasINFO ; @IDGNow.

 

março 24, 2011 / biblioteconomianasnuvens

Marcio

Eu não poderia nunca deixar de comentar aqui a aprovação de um grande amigo em um grande programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, se trata do  Marcio Ferreira no mestrado da UNESP, é pouco? Que nada, é uma vitória sem tamanho, a primeira de muitas outras. Conheci ele no curso de biblioteconomia e desde então vi o quanto toda sua luta o levaria a algum lugar, e como levou… eu venho até aqui da muito mais que meus parabéns, porque realmente era questão de tempo que isso acontecesse, vim aqui também afirmar que tenho certeza que desempenhará um grande papel. Você é um merecedor dessa grande conquista, parabéns. Valeu Marcio.

Bruno Melo

 

março 23, 2011 / biblioteconomianasnuvens

Unidades de Informação e as Mídias Sociais… você acredita?

Ontem (22/03/2011) fui convidado pelo Prof. Ronaldo (@ronaldfar) do curso de Biblioteconomia da UFAL para falar um pouco sobre a relação das Unidades de Informações com as tais mídias sociais que tanto mencionamos aos 4 cantos. Em primeiro lugar, é sempre muito bom poder ter o contato com estudantes da área no qual cursei e tanto adoro, em segundo, falar um pouco daquilo que tanto me interessa é sem dúvida um prazer. Por essa razão agradeço ao Prof. por ter me dado essa oportunidade.

Enfim, aqui vou relatar um pouco daquilo que ontem pude esta comentando. É impossível não falar do impacto que as mídias sociais conseguem ter diante da atual sociedade. As pessoas vivem conectadas, não é simplesmente algo que se controla mais, de fato o ser humano independente de sua classe social ele anseia estar atento ao que acontece no mundo, não mais se contentando ao que acontece na sua própria vizinhança. Quem nunca ligou o computador para fazer algo muito importante e antes disso precisou acessar a internet para se atualizar num site de notícia? Ou até mesmo se chegou aquele email que a tanto tempo esperamos? Pois é, que existe pessoas que ainda não fazem isso, sabemos que existe, contudo isso é em uma escala cada vez menor. As mídias sociais fazer parte da nossa vida, são elas que possibilitam a criação de redes sociais e assim discutirmos assuntos em comum com pessoas que nem ao menos conhecemos fisicamente, mas que se importa com isso? O rompimento da barreira física é o fator principal para talvez um sucesso absurdamente grande das mídias, alguém duvida disso? E é com base nisso que insiro as Unidades de Informação nesse contexto. Ou seria mero devaneio achar que uma biblioteca pode sugerir leitura através de um tweet? Se um site de e-commerce divulga promoções, porque o museu não pode divulgar um vídeo no youtube com algum evento por eles realizados? É apenas uma questão de querer muitas vezes.

Se as Unidades tratam necessariamente com informação, porque ainda existe alguma dúvida de que as mídias sociais são um ambiente propício para a atuação do profissional bibliotecário? Existem “n” razões para acreditar que sim, o bibliotecário tem competência para utilizar esses ambientes a seu favor.

Precisamos parar de espera o usuário ir até a biblioteca, precisamos criar meios de irmos até eles.

Agradeço a todos que assistiram a apresentação e qualquer dúvida, questionamento, oposição, sintam-se a vontade. Estamos aqui para construir.

Bruno Melo

 

março 12, 2011 / biblioteconomianasnuvens

O Profissional do “futuro”?!

Hoje no dia do bibliotecário(12/03)  meio que me despertei para uma questão que realmente passou a me incomodar e agora estou tendo a oportunidade de expor, nem sei se é correto, mas vamos lá.

Vejo muitas vezes as pessoas (bibliotecários, estudantes e afins) afirmarem que a biblioteconomia é a profissão do futuro, para mim isso é conversa fiada de quem tem medo de enfrentar a realidade do agora e acredita que no futuro tudo será mais fácil. Independente da profissão que exercemos, sendo bibliotecários ou qualquer outra, precisamos lutar para construir nosso espaço, num é simplesmente achar que tudo vai acontecer do nada e de uma hora para outra seremos a melhor profissão do mundo, em primeiro lugar isso é egoísmo, e em segundo isso é só uma forma de assumir que hoje não temos tanto espaço quanto deveríamos. E acredito que essa falta de espaço é fruto de uma biblioteconomia que vive a espera do acaso, como muito se faz por ai, é preciso correr atrás, suar a camisa literalmente e assim fazer a diferença. É preciso mostrar que a figura biblioteca enfim rompeu a barreira física e ao invés do usuário vir até ela, ela foi até o usuário, é mostrar que como gestores da informação somos capazes de realmente ajudar a uma empresa a utilizar a informação da melhor forma possível a favor dela. São tantas coisas que precisam ser feitas no presente que nos acomodamos e esperamos um futuro que se for para continuar assim nunca chegaremos a presenciar.

Pode parecer meio que loucura de minha parte mas fico muito preocupado quando vejo diversos companheiros de profissão ou até estudantes, esses já influenciados pelos próprios profissionais, na “ilusão” de que um futuro melhor virá quando a única coisa que vemos são pessoas de braços cruzados esperando isso acontecer.

Pode soar forte, mas nesse dia do bibliotecário, que diga-se de passagem é uma baita de uma profissão, e para aqueles que não conhecem deviam ao menos saber da existência, fica o desejo de que essa profissão tão importante tenham dias ainda melhores e o futuro deixe de ser futuro e passe a ser realidade-presente.

Bruno Melo

março 6, 2011 / biblioteconomianasnuvens

O dia em que a #biblioufal teve mais 6 trabalhos aprovados em um evento

Dia de festa? Bom, quem sabe… a única coisa que podemos afirmar é que de fato a  Biblioteconomia UFAL entrou no ramo pesquisa, fato esse mais que confirmado. E em pensar que de certa forma alguns amigos e eu começamos essa história, já que o curso aqui na UFAL é recente perto dos demais, se não me engano são 12 ou 13 anos de existência. O evento da vez é o 2º Encontro de Estudos sobre Tecnologia, Ciência e Gestão da Informação (ENEGI) que estará ocorrendo entre 12 e 15 de abril de 2011 e sendo realizado no Campus Recife da UFPE.

Ao total foram 6 trabalhos entre “aprovados” e “‘aprovados com restrições”, o melhor de tudo é ver que esses trabalhos possuem como temáticas assuntos diversos. Segue abaixo a lista com todos eles e fica aqui meu parabéns a todos.

  • Blogosfera como rede social: análise da interatividade dos blogs de Alagoas
  • Folksonomia: um estudo da linguagem de indexação adotada pelo flickr
  • 140 caracteres de sabor e diversão análise de empresas do segmentogastronomia-turismo de Maceió no twitter
  • Arquitetura de informação de websites de bibliotecas universitárias: o caso dosistema de bibliotecas da Universidade Federal de Alagoas
  • O gerenciamento eletrônico de documentos no âmbito do DETRAN-AL
  • Fontes de informação especializada: um estudo de uso com gerentes dasindústrias do setor sucroalcooleiro de alagoas

Além disso, gostaria de parabenizar a todos que já contribuiram para que tudo isso possa estar acontecendo. E que cada um tem seu valor e importância nessa construção…. E só puxando um pouco para o lado do blog, é partindo da coletividade que o conhecimento pode ser construído.

Bruno Melo

fevereiro 17, 2011 / biblioteconomianasnuvens

Cadê o Bibliotecário 2.0?

Cadê o Bibliotcário 2.0?

A web 2.0 caracteriza-se pela interação e colaboração dos usuários com o ambiente digital, onde os mesmos colaboram com a criação de conteúdos e conhecimento instantaneamente. Esse novo ambiente digital possibilita a utilização de novas ferramentas (Wikis, RSS, Chats, MSN, Redes Sociais, Social bookmark e outras), com as quais os usuários podem interagir e gerar novos conteúdos através da plataforma web.

Conforme escritos da Classificação Brasileira de Ocupações, o Profissional Bibliotecário é capacitado em gerir redes e sistemas de informação. Além de ser o profissional que disponibiliza a informação seja ela em qualquer suporte. Ou seja, compreende-se que este profissional é capacitado em gerir sistemas de informação em ambientes digitais. No entanto, isto, muitas vezes, não condiz com a realidade, uma vez que diversos profissionais têm dificuldade com o gerenciamento da informação na internet.

Mas, sabemos que existem as exceções, neh meu parceiro Bruno (@brunovisck).

Há diversas teorias que discutem a inserção da web 2.0 na Ciência da Informação e Biblioteconomia, por exemplo, a chamada Biblioteca 2.0. Como aquela unidade de informação que se utiliza da aplicação de tecnologias multimídias da web 2.0 que propiciam tamanha interação e colaboração na prestação de serviços biblioteconômicos.

Não obstante, vale ressaltar tal inquietude conforme o título do post: cadê o bibliotecário 2.0?

Incito a dizer que existe teoricamente o Bibliotecário 2.0. Porém, acreditamos que os Bibliotecários necessitam de uma formação mais direcionada às disciplinas de tecnologia. Além de diversos aspectos para consolidação dessa imagem profissional, hoje, acredita-se que seria, ainda, uma imagem hipostasiada. Mas, estamos mudando essa realidade…

Reflita conforme escritos de Abram (2006), é essencial que comecemos a preparar para se tornar bibliotecário 2.0 agora. O movimento da Web 2.0 está lançando as bases para o crescimento do negócio exponencial e outra mudança importante na maneira como os nossos utilizadores viver, trabalhar e jogar. Temos a capacidade, discernimento e conhecimento para influenciar a criação desta nova dinâmica – e garantir o futuro da nossa profissão – Bibliotecário. 2.0 agora.

 

Zayr Cláudio

 

Fontes:

ABRAM, Stephen. Web 2.0, Library 2.0, and Librarian 2.0: preparing for the 2.0 World. OneSource, v, 2, n. 1, jan. 2006. Disponível em: http://www.imakenews.com/sirsi/e_article000505688.cfm. Acesso em: 6 ago. 2010.

CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE OCUPAÇÕES – CBO. Profissionais da informação. Disponível em: . Acesso em: 5
abr. 2010.